02 abril 2011

Crimes

Eu me pauso por um instante em certo dia, que são quase todos.. em certo momento no qual tenho tempo para fazer isso: no fim do dia.

Por um triz é noite, noite me dá arrepios dos pés até o último fio de cabelo, por que me lembra momentos, me lembra pessoas que vão-e-vem, me lembra saudade, e o quanto mudei, ou penso que mudei, não é mesmo?!

Bem, eu continuo sendo a mesma pessoa, que pensa as mesmas coisas, sobre as mesmas pessoas.. o problema é que eu cresci em muitos de meus poucos aspectos, e, você não me conhece mais. Nem você, nem ninguém.

Logo continuo pensando e pensando, e me vem a imagem perfeita, do amor perfeito que eu sempre quis, mas tenho a convicção tão envenenada que o matei; Ele morreu porque eu decidi: "Morre."
Ele morreu não só por minha ordem, mas ele se deixou morrer porque já não sabia mais se vivia ou se morria, então cheguei á conclusão de que, matá-lo seria o correto, e não haveria dor.

Bem, acho que acertei.

Mas o problema é a noite, os faróis, os carros no trânsito, o frio, as conversas sem fim em qualquer lugar, e avenidas para atravessar muitos flertes..

Nada dói hoje.. me chamem de desvirtuada por matar e sentir falta. Pra ser sincera, eu não me importo, só sinto.

Ele sabia sorrir com os olhos mesmo tendo um sorriso perfeito, e ninguém mais sabe fazer isso!
Na noite, eu quase sinto braços em volta do meu corpo, me apertando bem forte, perguntando o que eu tenho; Se estou brava.. e, se eu não soubesse que era mentira, quase responderia que não, mas era mentira, e eu sabia. Então me vem aquela dor do lado esquerdo, o olho fica apertado e cheio d'água, quase transbordando.

Mas eu respiro fundo.. prosseguir, prosseguir, tenho que prosseguir por quê o amor que eu matei, á essa hora, já deve ter se convertido em pó, e se misturado á qualquer areia que já pisamos juntos.

Nada de lágrimas. É o ciclo da vida, da forma que tem que ser! Já já clareia e vou ser feliz de novo. Sem carregar a culpa dos meus crimes.

Por todas essas noites é que me sinto mais forte sozinha, sem novas ilusões, sem novos amores... e sem novos crimes.

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